Patrimonio Material

O Parque Vicentina Aranha, patrimônio público pertencente a Prefeitura Municipal de São José dos Campos, é tombado como patrimônio histórico pelo COMPHAC (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Artístico, Paisagístico e Cultural do Município de São José dos Campos) e CONDEPHAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e turístico).

 

A concepção da ideia e a iniciativa da construção do Sanatório Vicentina Aranha partiram da senhora Vicentina de Queiroz Aranha, através da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, instituição que atuava na capital paulista desde 1715 promovendo o tratamento de várias enfermidades, como a lepra, a tuberculose e as doenças relacionadas às péssimas condições da água em diversos pontos da cidade de São Paulo. A decisão de construir o Sanatório dedicado exclusivamente ao tratamento de tuberculosos em São José dos Campos, foi motivada pelas características climáticas da cidade, favoráveis ao tratamento de doenças respiratórias. Sua topografia privilegiada, a amenidade do clima, bem como a “pureza de seus ares” já se fazia conhecida, na verdade, desde o período imperial.

 

Inaugurado em 1924 como Sanatório Vicentina Aranha, um dos maiores centros para tratamento de tuberculose da America Latina, teve seu projeto arquitetônico creditado a Francisco de Paula Ramos de Azevedo, um dos arquitetos mais importantes do Brasil.

 

A partir da instalação do Sanatório pela Santa Casa de Misericórdia, muitas famílias se estabeleceram na cidade em busca da cura da doença e nela criaram raízes e estão até hoje, deixando seu legado para a cidade. O Sanatório também foi responsável por criar condições de infraestrutura para que indústrias se estabelecessem na cidade na década de 50.

 

Após ter encerrado suas atividades, permaneceu fechado até 2006, quando foi reaberto como Parque para a população, mas neste momento com suas edificações inativas e deterioradas.

 

Em 2011, a Organização Social AJFAC – Associação Joseense para o Fomento da Arte e da Cultura, assumiu a gestão do Parque e desde então vem trabalhando com a conservação, manutenção e o restauro das edificações. Em 2012, foi iniciada a primeira fase de um grande projeto arquitetônico que tem como finalidade o restauro de todo o patrimônio edificado do Parque. Dos pavilhões existentes, três já passaram por obras estruturais e um foi restaurado em sua totalidade e hoje abriga a exposição permanente “Cenários da Ocupação Humana de São José dos Campos”, que funciona todos os dias das 8h às 18h.

 

O Restauro das edificações do Parque permite a preservação desse bem cultural de São José dos Campos, que poderá receber novo uso e novamente ser ocupado pela comunidade, perpetuando assim sua história e preservação.

 


Memorial Padre Rodolfo Komórek

Apresentando a história de vida do padre e os aspectos do cotidiano do período Sanatorial de São José dos Campos, o Memorial Padre Rodolfo Komórek tem por objetivo atrair o munícipe ao Parque Vicentina Aranha, de modo a fortalecer sua relação com a História da cidade e com a história daquele que pode vir a ser o primeiro Santo com sua história de vida relacionada a São José dos Campos, visto que Pe. Rodolfo, atualmente Venerável, está em processo de beatificação.

 

Nascido em Bielsko, na Polônia, foi ordenado sacerdote diocesano em 1913. Após ter servido como capelão militar durante a 1ª Guerra Mundial, também foi condecorado pelo governo austríaco e pela Cruz Vermelha por sua coragem e devoção.

 

Chegou ao Brasil em 1924 e antes de chegar ao Vale do Paraíba, Padre Rodolfo trabalhou no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Rio de Janeiro. Na década de 1940, foi à Congregação de São Francisco de Sales, em Lavrinhas, época em que surgiram os primeiros sintomas da tuberculose.

 

Em virtude dos famosos “bons ares”, o padre foi enviado para nossa São José dos Campos e morou parte de sua vida na residência dos Padres Salesianos, na Av. João Guilhermino. Em São José dos Campos, o padre foi examinado no Sanatório Vicentina Aranha pelo Dr. Nelson D’Ávila. Ele se surpreendeu com a gravidade do estado de saúde do padre, que, apesar do diagnóstico, não seguiu a prescrição do Dr. Nelson – a de repouso absoluto – e continuou com suas “procissões particulares” pela cidade, oferecendo assistência aos doentes e realizando missas na Capela do Sagrado Coração de Jesus, dentro do Sanatório Vicentina Aranha. Apesar dos “três meses de vida” garantidos a ele pelo Dr. Nelson D’Ávila, Pe. Rodolfo Komórek ainda viveu mais nove anos.


O Padre Rodolfo Komórek faleceu no dia 11 de dezembro de 1949, aos 58 anos de idade, em um quarto do antigo Sanatório Vicentina Aranha. Este quarto, localizado no antigo Pavilhão da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, foi aberto ao público como o Memorial Padre Rodolfo Komórek, apresentando o antigo mobiliário e parte do acervo de artefatos do Relicário Padre Rodolfo Komórek, da Paróquia Sagrada Família.


Apresentando a história de vida do padre e os aspectos do cotidiano do período Sanatorial de São José dos Campos, o Memorial Padre Rodolfo Komórek tem por objetivo atrair o munícipe ao Parque Vicentina Aranha, de modo a fortalecer sua relação com a História da cidade.

 

Atualmente o Memorial esta em processo de Restauro e está fechado para visitações. 

 


Capela Sagrado Coração de Jesus

A capela do Sagrado Coração de Jesus foi inaugurada com missa solene em 20 de outubro de 1935. Em estilo eclético, foi construída com donativos do Conde Antonio de Toledo Lara. O Conde era cafeicultor, empresário do ramo imobiliário e um dos principais acionistas da companhia Antarctica Paulista de Bebidas. Ele financiava os projetos da Santa Casa de Misericórdia, além de apoiar instituições católicas, estabelecimentos de saúde e atividades artísticas da cidade de São Paulo.
Nesta Capela celebrava-se missas diárias para funcionários e pacientes do Sanatório, indistintamente.  O Capelão do Sanatório era Padre Ascânio Brandão, o mesmo que doou o terreno para a construção da Catedral de São Dimas. As missas nesta capela já tiveram também como celebrantes  Padre Bindão e Dom Couto, ex-Bispo da Diocese Taubaté, da qual São José dos Campos fazia parte. Falecido em 1997, Dom Couto está hoje em processo de beatificação.

 

Além das atividades sacras realizadas no interior do templo, as procissões de Corpus Christi eram organizadas na área externa do Sanatório, constituindo-se em um evento de intensa devoção nesta instituição de saúde.

 

Entre os anos de 2010 e 2011, por iniciativa da Prefeitura, a capela recebeu reformas e melhorias, tais como substituição do telhado e do sistema de iluminação e, também, pintura interna e externa.

 

Nesta capela, atualmente, são celebrados casamentos e missas regularmente..

 

Visitação

De terça a sábado: das 07 às 10h e das 17h às 20h

Domingo: das 10h às 14h

A Capela não abre as segundas e feriados.

 

Missas 

Domingo: 12h
Quarta-feira: 18h

 

Casamentos
Os casamentos na Capela Sagrado Coração de Jesus são realizados as sextas e aos sábados. Para agendamento, entre em contato com a Administração da Cúria Diocesana de São José dos Campos.

Horário de atendimento: das 9h às 11h30 e das 13h30 às 17h – de segunda a sexta-feira.
Local: Praça Mons. Ascânio Brandão, 01 – Jardim São Dimas, São José dos Campos. Telefone: (12) 3928-3911